PREVISC: Administradora de planos de previdência, fundada pelo Sistema FIESC
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Notícias

07/11/2022
Cenário Econômico: confira as principais notícias da semana de 31/10 a 4/11

Mundo

A semana contou com reunião do FED - o banco central americano - para definir sua nova taxa básica de juros, a qual foi elevada em 0,75p e chegou à faixa entre 3,75% e 4,00%. A decisão já era esperada pelo mercado, uma vez que os dados continuam mostrando uma inflação acelerada. Entretanto, os investidores se atentaram aos sinais que a instituição deu com relação às próximas decisões e passaram a reagir intensamente aos dados seguintes, especulando a magnitude dos aumentos de juros que seguirão.

“À medida que avançamos no território restritivo, a questão da velocidade das altas se torna menos importante. E é por isso que, em algumas coletivas de imprensa, os diretores afirmaram que será importante desacelerar o ritmo dos apertos monetários. Essa hora está chegando, podendo ser nas duas próximas reuniões”, afirmou Jerome Powell, Presidente do FED.

Desta forma, a semana correu com queda nas bolsas americanas, uma vez que as divulgações mostravam um mercado de trabalho ainda muito aquecido. As vagas abertas em setembro cresceram 4,25%, muito distante das projeções de queda de 2,72%. Na sexta-feira (4/11) a tendência virou para alta, com a elevação da taxa de desemprego de 3,5% para 3,7%. Ainda assim, a elevação de juros efetuada e os dados anteriores causaram maior impacto, com as bolsas fechando a semana em queda.

Na Europa, a semana foi de forte oscilação. O PIB (Produto Interno Bruto) da Zona do euro cresceu apenas 0,2% no trimestre, enquanto as projeções apontavam para 1,0%. Como se não bastasse, a inflação atingiu 1,5% no mês de outubro e chegou a 10,7% em 12 meses, 0,5p acima do esperado. Na Alemanha, o número de desempregados cresceu em 8 mil diante expectativas de 15 mil, também dando margem para aumentos de juros. Na Inglaterra, o Banco Central agiu de acordo com a situação e elevou seus juros em 0,75p, chegando a 3,00%. A decisão já era aguardada pelo mercado e foi tomada por 9 votos a 0.

Por fim, a China voltou a aparecer no noticiário após fontes da Bloomberg apontarem que o gigante pode mudar sua política de Covid Zero no primeiro trimestre de 2023. A fonte é considerada robusta e dá eco a uma especulação que vem ocorrendo frequentemente, animando o mercado acionário e de commodities. A consequência é a alta do setor siderúrgico em especial, contribuindo para alta da bolsa brasileira.

Desempenho dos índices ao longo da semana:

S&P 500: -4,57%

Dow Jones: -2,40%

Nasdaq: -7,52%

STOXX 600: 1,61%

B3: 3,75%

Dólar: -4,99% (R$5,03)

Brasil

A inflação ao consumidor de São Paulo mensurada pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) apresentou aceleração em outubro. Chegando a 0,45%, o dado ficou muito acima dos 0,12% dos dois meses anteriores.

A produção industrial de setembro foi divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), trazendo variação de -0,7% no mês. Em 12 meses, o crescimento é de 0,4% e está 0,3p abaixo do projetado. Ainda assim, o índice PMI da S&P mostra melhora no humor dos agentes econômicos, com o dado subindo de 51,9 para 53,4 e se afastando do patamar neutro (50,0).

Twitter planeja cortar até 50% de seus funcionários

Após adquirir a plataforma por US$44 bilhões, Elon Musk busca agora cortar custos da empresa que considera “inchada”. Tendo iniciado uma onda de demissões que pode chegar a 50% da força de trabalho, Musk passa agora por processos trabalhistas devido ao aviso prévio considerado “curto demais”. A advogada Shannon Liss-Riordan, que representa alguns dos demitidos, relatou que o magnata rapidamente mudou sua postura, passando a cooperar com os pedidos de seus ex-funcionários.

"Entramos com esta ação na tentativa de garantir que os funcionários estejam cientes de que não devem abrir mão de seus direitos e que eles têm um caminho para buscá-los", disse a advogada.

Fontes: TradingView, Investing.com, BP Money, InfoMoney, FED, FGV, IBGE, Bacen, CNN, Uol, BM&C News, G1, Reuters, Valor Econômico, BBC, S&P, CNN, Bloomberg, UOL.