PREVISC: Administradora de planos de previdência, fundada pelo Sistema FIESC
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Notícias

24/06/2022
Cenário Econômico: confira as principais notícias da semana de 20 a 24/6

Mundo

A inflação ao produtor (PPI) na Alemanha desacelerou, apesar de se manter acima das projeções. Com uma variação de 1,6% no nível de preços durante maio, o dado é 0,1pp acima do esperado. Para efeito de comparação, o mês de abril trouxe um PPI de 2,8%. A maior economia da Europa já acumula em 12 meses uma inflação ao produtor de 33,6%, indicando que ainda há custos a serem repassados ao consumidor.

Nesse cenário, a presidente do Banco Central Europeu (BCE) reforçou o plano de efetuar duas elevações de juros no meio deste ano. Christine Lagarde comentou ainda que um acréscimo de 0,25pp em setembro pode ser adequado.

A inflação no Reino Unido foi divulgada na quarta-feira (22/6) com dados levemente acima das projeções. No caso dos preços ao consumidor, a variação foi de 0,7% em maio, 0,1pp acima do esperado. Os britânicos já sofrem com inflação anual de 9,1% em suas contas pessoais. Já os produtores do país foram atingidos por uma inflação mensal de 2,1%, 0,2pp acima da estimativa. O acumulado em 12 meses já é de 22,1%.

Os dados de atividade vindos da Europa trazem sinais negativos, com indicadores de compra e humor abaixo das expectativas. Dentre os de compra, destaque para os Índices de Compras (PMIs) do Reino Unido e da Alemanha, que caíram respectivamente 0,3p e 2,0p. O índice de clima para negócios na Alemanha também decepcionou, descendo de 92,9 para 92,3, quando se esperava melhora. A piora de humor está relacionada principalmente aos impactos econômicos causados pela invasão à Ucrânia, que iniciou a crise energética no Ocidente e aprofundou as falhas das cadeias de suprimentos

“As empresas teriam que parar a produção, demitir seus funcionários, as cadeias de suprimentos entrariam em colapso, as pessoas se endividariam para pagar suas contas de aquecimento, essas pessoas ficariam mais pobres." (Robert Habeck, Ministro da Economia da Alemanha)

As informações sobre a economia dos EUA, por sua vez, são mistas. Os índices de compras (PMIs) apontam para um volume de negócios abaixo do esperado, mas ainda em crescimento. O sentimento do consumidor medido pela Universidade de Michigan, por sua vez, caiu 0,2p e fechou no patamar neutro (50). Apesar disso, os novos dados de solicitações de seguro desemprego mostram mais uma semana de estabilidade em patamares historicamente baixos. Os dados de vendas de casas novas foram ainda melhores, com crescimento mensal de 10,7% em um mercado já aquecido.

Brasil

A semana começou agitada com a interferência sobre a Petrobras. Após a pressão da Câmara dos Deputados e da Presidência sobre a estatal devido ao reajuste de preços dos combustíveis, José Mauro Ferreira Coelho deixou a presidência da petroleira nesta segunda-feira (20). Apesar da suspensão inicial das negociações e de registrar queda de quase 7%, as ações da empresa se recuperaram.

A FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgou o IPC-S, que mede a inflação ao consumidor nas últimas 4 semanas. Com uma variação do nível de preços de 0,91%, o indicador segue acelerando há pelo menos 5 semanas, quando estava em 0,41%. A variação em 12 meses, por sua vez, está em 10,58%, 0,41pp maior do que há 5 semanas.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente à segunda metade de maio e primeira metade de junho foi divulgado nesta sexta-feira (24/6). Com uma inflação mensal de 0,69%, o dado foi apenas 0,04pp acima do esperado. Ainda assim, a decomposição dos números quer atenção: puxado para cima por itens residenciais e de vestuário, o índice ainda não contabiliza os aumentos esperados em combustíveis e energia elétrica. Enquanto o componente “energia elétrica residencial” variou -0,68%, “combustíveis” oscilou -0,55%. As elevações nessas contas devem aparecer apenas nas próximas divulgações do IPCA e IPCA-15.

A ata da reunião que definiu novo aumento de juros no último dia 15 de junho foi divulgada nesta quarta-feira (22). Nela, fica sinalizado a continuidade e intensificação do ciclo de aperto monetário, uma vez que a inflação persiste diante das elevações de juros já ocorridas.

"Dada a persistência dos choques recentes, o Comitê avaliou que somente a perspectiva de manutenção da taxa básica de juros por um período suficientemente longo não asseguraria, neste momento, a convergência da inflação para o redor da meta no horizonte relevante. O Comitê optou então, por sinalizar, um novo ajuste de igual ou menor magnitude." (Ata do Comitê de Política Monetária)

A confiança do consumidor brasileiro cresceu, segundo a FGV. O índice da fundação que mede o sentimento se elevou 3,5 pontos, chegando a 79,0. Apesar disso, os números ainda ficam muito abaixo do patamar neutro (100).

“Apesar de disseminada por todas as faixas de renda, a alta na confiança traz em seus resultados sinais de muita heterogeneidade na percepção dos consumidores. Mesmo considerando o pacote de incentivos financeiros, a avaliação sobre a situação no momento pelos consumidores com baixa renda continua piorando enquanto suas perspectivas sobre os próximos meses continuam bastante voláteis” (Viviane Seda Bittencourt, coordenadora do Ibre/FGV)

Esquerda vence na Colômbia

O candidato da Coalizão Pacto Histórico, de esquerda e centro esquerda, venceu as eleições presidenciais colombianas. Gustavo Petro, que disputava pela terceira vez o cargo, venceu o segundo turno por 50,4% a 47,3% e se torna assim o primeiro presidente do país nesse espectro político. Seu adversário foi o empresário do setor de construção Rodolfo Hernández, visto como um outsider.

(Gustavo Petro – EPA/Carlos Ortega)

BRICS realizam reunião virtual

O grupo geopolítico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se reuniu na quarta-feira (22/6). Em discurso, o Presidente da República Jair Bolsonaro defendeu aprofundar a integração econômica com o bloco. O presidente russo Vladimir Putin, por sua vez, ressaltou a importância das relações ao dizer que o petróleo sancionado pelo ocidente tem sido redirecionado aos BRICS.

Terremoto mata mais de 1.000 pessoas no Afeganistão

Um terremoto de magnitude 6.1 atingiu o Afeganistão na quarta-feira (22/6), deixando casas em ruínas, matando pelo menos 1.000 pessoas e deixando incontáveis feridos. É esperado que os números sigam crescendo, uma vez que vilas isoladas foram atingidas e muitas pessoas ainda estão sob escombros. Com isso, as informações vão sendo veiculadas lentamente.

(Afghan Red Crescent Society/Handout/REUTERS)

Alemanha sofre para lidar com menor fornecimento de gás

A crise energética europeia avança a passos largos desde o início de junho, quando a Rússia iniciou os cortes de fornecimento de gás que já alcançam 60% do volume inicial. Diante disso, a Alemanha declarou estado de emergência e busca fontes energéticas alternativas, aumentando a produção por queima de carvão e discutindo a manutenção de usinas nucleares que planejava desativar.

Apesar de ainda possuir reservas estratégicas consideráveis, a maior economia da Europa teoricamente deveria estar recompondo suas reservas durante o verão europeu. Além disso, as declarações contraditórias de membros do governo preocupam agentes do mercado com relação à capacidade de lidar com as reduções imprevistas no fornecimento energético.

(REUTERS/Bernadett Szabo)

Fontes: TradingView, Investing.com, BP Money, BACEN, InfoMoney, FGV, CNN, Uol, BM&C News, G1, Reuters, Valor Econômico, BBC, Agência Brasil, IBGE