PREVISC: Administradora de planos de previdência, fundada pelo Sistema FIESC
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Notícias

17/06/2022
Cenário Econômico: confira as principais notícias da semana de 13 a 17/6

Mundo

A semana foi de elevação nas taxas de juros. Na quarta-feira (15), o FED (Banco Central Americano) elevou as taxas de 1,00% para 1,75%. Ontem (16) foi a vez do BoE ( Bank of England) elevar a taxa básica do Reino Unido de 1,00% para 1,25%, em movimento caracterizado por analistas como “muito suave” diante das expectativas de inflação na casa dos 11%.

“Ações falam mais alto do que palavras. As ações do Comitê [...] foram lamentavelmente insuficientes no que era necessário para frear o maior surto inflacionário em 40 anos”. (Andrew Sentance, analista sênior na Cambridge Econometrics)

E a economia do Reino Unido decepcionou, variando -0,3% em abril diante de projeções de crescimento de 0,1%. Com variação em março de -0,1%, o resultado trimestral e o acumulado em 12 meses estão respectivamente em crescimento de 0,2% e 3,4%. O baixo desempenho das manufaturas britânicas foi fundamental para o resultado. O setor caiu 1%, muito abaixo da expectativa de crescimento de 0,2%.

Enquanto os juros são elevados, a atividade econômica dos EUA também segue desacelerando e reforçando os sinais de recessão. O mercado imobiliário teve seus indicadores de autorização de construções e de novas construções de casas caindo respectivamente 7,0% e 14,4%. Em ambos os casos, as projeções indicavam queda mais suave. Os estoques de petróleo cru também indicam demanda menor. Enquanto se esperava queda de 1,3 milhões de barris, as reservas dos EUA cresceram quase 2 milhões com relação à semana anterior.

Com relação às manufaturas, o índice do FED Philadelphia de atividade caiu de 2,6 para -3,3, enquanto as projeções eram de crescimento para 5,5. O dado é coerente com as informações trazidas acerca da produção industrial nacional, que foi de crescimento de apenas 0,2% quando se esperava 0,4%.

Por fim, a inflação ao consumidor na Zona do Euro chegou no mesmo patamar das projeções: 0,8% em maio e 8,1% em 12 meses. Na Alemanha, o dado ao consumidor é de 0,9% em maio, quando se esperava estabilidade. Na França, a elevação de 0,7% é levemente superior à projeção de 0,6%. Os países já acumulam em 12 meses respectivamente 7,9% e 5,2%. Diante disso, o Presidente do BC Holandês e membro do conselho do BC Europeu, Klaas Knot, afirmou que os juros podem ser elevados além do esperado inicialmente.

"Se não for suficiente, então a taxa de juros terá que subir ainda mais. Não posso atribuir uma porcentagem a isso, impossível. Vai demorar um pouco para conseguir os dois primeiros pontos percentuais (...) Não espero que cheguemos lá antes do início de 2023”. (Klaas Knot, presidente do BC Holandês)

Por fim, a produção industrial chinesa cresceu 0,7% em maio com relação ao ano anterior, superando as expectativas em 1,4pp. O dado é uma surpresa positiva em meio às restrições impostas pelo governo chinês no combate às novas infecções por COVID.

Brasil

O IGP-10 (Índice Geral de Preços-10) da FGV (Fundação Getúlio Vargas) trouxe atualizações sobre a inflação no Brasil. Com variação de 0,74% no nível de preços, as expectativas de 0,60% foram superadas. O custo da construção civil foi o maior responsável pela elevação, subindo 3,29%. Preços ao produtor e ao consumidor ficaram respectivamente em 0,47% e 0,72%.

O setor de serviços cresceu 0,2% em volume no mês de abril. Ficando 0,2pp aquém das expectativas, o dado acumulado em 12 meses é de 9,4%. A informação foi disponibilizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por meio de sua PMS (Pesquisa Mensal de Serviços).

O índice de produção industrial da CNI (Confederação Nacional da Indústria) para maio foi de 53,6, acima do patamar neutro (50,0). O novo dado aponta melhora na situação com relação ao mês anterior, quando foi de 46,5.

O COPOM (Comitê de Política Monetária) também elevou os juros básicos na quarta-feira (15), chegando a 13,25% após alta de 0,5pp. A variação foi da magnitude esperada pelos analistas.

As elevações de juros e a precificação adiada pelo feriado de ontem (16) derrubaram a bolsa brasileira, que também é fortemente afetada pela queda de quase 9% da Petrobras. A estatal, que reajustou os preços do diesel em 14,26% e da gasolina em 5,18% foi impactada pela queda nos preços de petróleo causada pela menor demanda dos EUA e pela influência política sobre sua direção.

Logo após o anúncio dos reajustes, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, exigiu a renúncia imediata do presidente da Petrobras. O presidente da República, por sua vez, falou em "traição com o povo brasileiro" e pediu uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o tema.

Votação de projeto sobre ICMS é concluída

A Câmara dos deputados aprovou o projeto que limita a cobrança do imposto estadual mencionado sobre combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. Desta forma, estes bens e serviços terão alíquota máxima entre 17% e 18%. Governadores criticam a medida, argumentando que causará perda de arrecadação na casa de R$100 bilhões.

China inaugura porta aviões Fujian

O governo chinês lançou hoje (17) seu terceiro porta-aviões, o qual opera com tecnologia de ponta e passa a ser seu mais moderno navio. Sendo constituído completamente por componentes chineses, o Fujian teve sua construção iniciada em 2018 e passará agora por testes de navegação. É esperado que o gigante seja protagonista nas tensões do Mar do Sul da China e, principalmente, em uma possível invasão a Taiwan.

(Porta Aviões Fujian - CCTV/AFP/Al Jazeera)

Golden State Warriors conquista NBA

Com atuação de gala de Stephen Curry, o GSW venceu o Boston Celtics fora de casa por 103 x 90, vencendo a série final por 4 x 2 com um jogo de antecedência. É o 4º título da equipe em 8 anos, consagrando Curry como um dos maiores da história em uma edição que o concedeu o título de melhor jogador de maneira unânime.

Fontes: TradingView, Investing.com, BP Money, InfoMoney, CNN, Uol, BM&C News, G1, Reuters, Valor Econômico, FGV, IBGE, Al Jazeera.